Motorhead em São Paulo – Avaliação
Mais uma avaliação cultural deste bLog: Motorhead.
Decepção. É o que eu senti ao sair do show de uma das bandas mais importantes da minha adolescência. Vamos resumir e já colocar o primeiro e mais forte argumento logo de cara: eles não tocaram Orgasmatron no país do Sepultura, banda de Rock brasileira mais importante no cenário mundial. O disco Arise trazia uma excelente interpretação desta música inglesa.
Outros problemas: não sei se era o lugar, Via Funchal, ou se era a banda, mas as músicas estavam bem difíceis de reconhecer, mesmo as mais famosas. De tão forte, o som acabou se tornando uma massa sonora insuportável depois de certo tempo. É claro que não vamos criticar a falta de energia dos caras, depois de tanto tempo, eles não tem esta obrigação.
Eu tenho até hoje o VHS da apresentação dos caras no Philips Monsters of Rock de 1996 e a pegada foi outra, com a mesma formação. Outras ausências importantes: Hellraiser e Born to Raise Hell.
É isso. Certeza absoluta que este show não entra na minha lista dos eventos memoráveis. Até mais.
Virada Cultural 2011–Avaliação
Estive na Virada Cultural da cidade de São Paulo, agora em 2011, e não poderia deixar de fazer meus comentários. Uma forma de avaliação rápida deste bLog, no qual gosto tanto de escrever.
Como sempre, os problemas habituais estavam presentes: falta de sinalização, sujeira, som ruim, ausência de telões, sensação de insegurança e um monte de gente com intenções etílicas.
A programação estava interessante e bem executada em diversos palcos, como pelo pessoal do Beatles 4 Ever, que executou bravamente toda a discografia da famosa banda. E eu sou o cara mais indicado para elogiar, já que não gosto de Beatles. As atrações Nerds estavam bacanas, com destaque para a banda MegaDriver e Tubaína. E o duelo de espadas, que de tão real, provocou um certo receio na plateia.
O palco principal, que tinha atrações interessantíssimas como Misfits e Texas Hippie Coalition, estava bagunçado: telões que não funcionavam, confusões para todo o lado e uma qualidade de som que não permitia identificar as músicas executadas.
Enfim, achei que que a Virada Cultural iria evoluir, mas isto não aconteceu. Agora é torcer para que em 2012 a organização recupere o tempo perdido. Quem sabe a população se acostume a um evento organizado, limpo e bonito de se assistir.
Desconhecido – Liam Neeson já é um herói de ação
Fui assistir a o filme Desconhecido, com Liam Neeson. Depois de Busca Implacável, Liam Neeson está de volta em mais um THRILLER de ação. Parece que sua postura séria está caindo como uma luva em filmes desse tipo.

Desconhecido é o tipo do filme que não dá para falar muito, sob o risco de soltar um tremendo SPOILER. A trama é a seguinte: Ele é um cientista que viaja a Berlim e no decorrer desse processo sofre um acidente. Quando ele volta a si, percebe que as pessoas que ele conhecia, já não se lembram dele. É complicado explicar, mas ele está em Berlim, sem documentos e com poucas referências para saber o que aconteceu.
Tenho que parar por aqui, senão é SPOILER na certa. De qualquer forma, assista. Um bom filme, com uma trama bem construída e com a excelente participação de Bruno Ganz, o Hitler do filme A Queda – As Últimas Horas de Hitler, de 2004.
A Maldição do Cigano
Acabei de ler esta obra, escrita por Stephen King, quando ainda usava o pseudônimo Richard Bachman, em 1984.
Antes, quando eu era mais novo, acharia esta obra espetacular. Mas hoje não. Achei genérico, tão parecido com outras obras de King, que acaba se tornando uma cópia barata. O livro conta a estória de um advogado gordo que ao atropelar uma cigana, sofre a maldição do líder da tribo e começa a emagrecer assustadoramente.
Com descrições desnecessárias, muitas vezes desconhecidas do público brasileiro, o livro tem reviravoltas ao clássico estilo King, mas que acabam não conseguindo prender a atenção do leitor.
Avaliação: 6.
O mistério do CD perdido do Steve Vai
Certa vez, no aniversário de 20 anos do meu irmão, em 1993, ele ganhou de um amigo rockeiro como ele, o novíssimo CD do Steve Vai, Sex & Religion.
Pois bem. Aquele CD ficou parado cerca de 7 anos, até que eu o descobri, isto é, o ouvi pela primeira vez, pelos idos de 2000, também quando eu tinha 20 anos. Foi paixão a primeira vista. O disco é maravilhoso e músicas como In My Dreams With You, Still My Bleeding Heart e a título, Sex & Religion são fantásticas e me fizeram ouvir várias vezes em sequência.
Como nem tudo é perfeito, esse CD acabou sendo perdido em um dos empréstimos feitos a amigos que viciaram nas músicas tanto quanto eu.
Agora estou fazendo alguns testes com algumas lojas virtuais de músicas e é óbvio que as primeiras a serem baixadas são desse bendito CD. Resultado: duas semanas ouvindo as mesmas canções e sem previsão de enjoar. Recomendado!
Novo bLog
Pessoal, repaginei meu bLog, alterando um tema aqui, adicionando um WIDGET ali e editando uma categoria acolá. Acho que está ficando legal. A ideia é trazer o melhor do entretenimento musical, cinematográfico, gamístico e esportivo para todos. Os POSTS pessoais antigos continuam por aí, mais para manter o histórico do que qualquer outra coisa. É importante lembrar que eles foram postados em uma época que o TWITTER não existia ou nem era tão popular assim. Mas acho que se garimparmos por aqui, dentre os 156 POSTS que já fiz, acho que alguns devem ser interessantes. Divirtam-se, se possível!
As Três Luzes Vermelhas e o fim da inocência
Em março de 2006 juntei um dinheiro que não tinha e comprei um Xbox 360, apenas 5 meses após o lançamento. Obviamente tive que recorrer aos consoles importados, pois o Xbox 360 nacional ainda demoraria 9 meses para chegar as lojas brasileiras.
Em 2009, meu console quebrou, o que era esperado, devido ao problema crônico das Três Luzes Vermelhas (3RL), que assolou a maioria dos consoles Xbox 360 fabricados até hoje. Um grande amigo meu me emprestou o console dele, este um modelo nacional de lançamento, que consegui queimar cerca de um mês depois de emprestado. Consegui trocar gratuitamente através da Microsoft e venho jogando este último desde então.
Com todo o direito, chegou a hora de devolver o videogame. Fico pensando: e o dinheiro que gastei em 2006? Por que tenho que comprar outro videogame? Qual a durabilidade de um console moderno? Será que faz parte do Plano de Negócios de uma empresa fazer que um consumidor tenha que pagar mais de uma vez pelo mesmo produto?
Não cometi crime nenhum quando não comprei o console nacional, até mesmo porque não havia esta opção. Na prática, passei por 3 Xbox, 2 queimados. Não sei se terei paciência e determinação de despejar pelo menos mil reais por um console novo, ainda mais sem disco rígido na versão mais barata. Gostar de videogame no Brasil não é fácil e cansa de vez em quando.
Um pouco de Gastronomia no sábado
Neste sábado pude desfrutar de um almoço em família onde não poderia faltar o prato mais pedido aqui em casa: Risoto!
O arroz Arbório foi enriquecido com Gorgonzola e Maçã Verde e foi acompanhado pelo Filet Mignon ao molho Béarnaise. O prato foi harmonizado com o vinho TWO OCEANS, da África do Sul.
Saúde!
Jogo: ALAN WAKE [XBOX 360]
Tive a oportunidade de jogar e avaliar o jogo ALAN WAKE, para Xbox 360, da produtora REMEDY, distribuído oficialmente no Brasil pela Microsoft.
A palavra que me vem a cabeça é: Inovador. Em formato de série de TV, o jogo sobre um escritor sem idéias cuja esposa some em uma viagem de férias, traz inúmeros e bons clichês. Assumidamente inspirado na obra de STEPHEN KING, além de pitadas de TWIN PEAKS, mergulha o jogador numa atmosfera de tensão, ação e mistério, que só acaba quando o capítulo se encerra. Isto, aliás, é uma das grandes inovações do jogo que mostra o fim do capítulo como se fosse o final de um episódio de uma das grandes séries de TV atuais.
Diferentemente de outras franquias, que abordam o tema com certa monotonia, ALAN WAKE explora a literatura com criatividade ao fazer o personagem principal caçar pelo cenário as folhas de um livro que ele nunca escreveu. Elas trazem revelações sobre o que está prestes a ocorrer com o personagem e podem sempre ser acessadas através do menu. Outra funcionalidade bacana é a possibilidade de ter acesso a todos os vídeos executados durante o jogo, além das músicas da trilha sonora. Isto é liberado conforme se avança nos capítulos, ou episódios.
É louvável saber que um jogo como este tem lançamento oficial no Brasil, em mais uma tentativa de promover o mercado de jogos nacional, em um ambiente totalmente comprometido pela pirataria e pelo contrabando. Sobre ALAN WAKE? Muito recomendado!
Saiba como foi a Virada Cultural 2010, sob os olhos de um espectador
Com um pouco de atraso, posto aqui minhas impressões sobre a Virada Cultural 2010. Consegui acompanhar o show do Booker T, L.A.Guns e Living Colour. Fiquei meio chateado por não prestigiar os artistas nacionais, mas não foi totalmente intencional. A agenda destes 3 shows preencheu quase que completamente o tempo que estive na Virada Cultural. Só sobrou espaço para ver as performances teatrais no caminho entre um show e outro.
Muitas vezes sou meio repetitivo quando gosto de uma coisa e geralmente a palavra que uso é SENSACIONAL. Isto se aplica à Virada Cultural. Entre um problema aqui e ali, gostei bastante e pretendo estar lá novamente em 2011. Para falar a verdade, não sei como deixei de ir nas Viradas anteriores. A quantidade de shows, performances, filmes e manifestações culturais era gigantesca e com certeza estava aí para agradar a todos os gostos. E a distância entre os palcos, sabidamente maior do que em anos anteriores, obrigava o espectador a andar pelo centro, algo não tão agradável de se fazer em dias comuns. Eu gostei disto, afinal não é sempre que se pode contemplar o Pátio do Colégio tão de perto, entre outros monumentos históricos.
Algumas coisas com certeza poderiam ser melhores, como a quantidade de banheiros químicos, lanchonetes e talvez uma melhor distribuição dos mapas de orientação. Aliás, não sei se é possível, mas talvez para o ano que vem, uma solução um pouco melhor do que banheiros químicos é muito benvinda. E o´público poderia desassociar show com beber até cair.
Este Blog gostou e aprovou. Estaremos lá em 2011. Até mais.

