Ciclista e ativista Marcia Regina de Andrade Prado
17/01/2009
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Fiquei profundamente chocado e revoltado com a morte da ciclista Marcia Regina de Andrade Prado, nesta semana, na Avenida Paulista, atropelada por um ônibus, de uma maneira totalmente absurda. Algo totalmente evitável se as pessoas fizessem as coisas de maneira mais consciente e se elas sempre pensassem no próximo antes de qualquer atitude.
Não faço parte de nenhuma comunidade relacionada com as bicicletas, muito menos conhecia a Marcia, mas pelo que li ela era uma pessoa totalmente engajada em uma luta ingrata a favor da bicicleta como meio de transporte. Uma atitude invejável, gloriosa e corajosa. Coragem esta demonstrada até na hora de sua morte, na vontade de doar seu corpo para a pesquisa científica.
O que todos nós temos que nos perguntar é como poderíamos ter salvo a vida de Marcia? Será que o monstro nosso de cada dia no qual nos transformamos quando assumimos o controle de um veículo não teria esta resposta? E a mídia? Dando o número de quilômetros que a morte de Marcia causou. Existe coisa mais desumana e sem sentido do que esta?
O que posso dizer é que esta causa é justa, e os bravos homens e mulheres que a abraçam tem todo direito de nos cutucar para lembrar que uma vida vale mais do que tudo. Eles só querem deixar de contribuir com a poluição, com o ruído, com o trânsito e com essa loucura que nós teimamos em chamar de vida moderna. Parabéns para eles, que são mais corajosos do que nós e somente por isso já deveríamos respeitá-los.
De minha parte posso dizer que a causa dos ciclistas ganhou um simpatizante e quem sabe, um futuro participante.
Fique com Deus Marcia. Que sua vida seja lembrada para sempre no coração dos conscientes.
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